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EUA podem enviar porta-aviões para estreito de Ormuz em meio a tensões com Irã

Porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln
© AFP 2019 / Marinha dos EUA

O comandante da Quinta Frota da Marinha dos EUA, vice-almirante Jim Malloy, disse que ele não exclui o envio do porta-aviões Abraham Lincoln ao estratégico estreito de Ormuz, apesar das tensões com o Irã.

Pentágono envia mais navios de guerra e sistemas de defesa antimíssil Patriot para a zona de responsabilidade do Comando Central dos EUA, uma medida que foi tomada após o conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, ter anunciado o envio para a região de um grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln.

"Se eu precisar enviá-lo para dentro do estreito, assim farei. Não estou restringido de forma alguma, não estou sendo desafiado de forma alguma para operar o navio em qualquer lugar no Oriente Médio", afirmou Malloy em entrevista à agência Reuters.

Referindo-se aos sinais enviados pela inteligência dos EUA sobre as alegadas preparações de Teerã para atacar as forças americanas, Malloy informou que a informação prestada pelos serviços de inteligência está relacionada com "atividades reais que nós observamos".

Esta declaração surge após o secretário de Defesa interino dos EUA, Patrick Shanahan, ter ordenado o envio de sistemas de defesa antimísseis Patriot e do USS Arlington (LPD-24), um navio de assalto anfíbio, para o Comando Central dos EUA (CENTCOM), a divisão de comando das forças americanas posicionadas na região do sudoeste da Ásia e nordeste da África.

O envio das forças surge na sequência do anúncio do conselheiro norte-americano de Segurança Nacional, John Bolton, sobre o posicionamento do grupo de ataque liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln e de uma força-tarefa de bombardeiros da Força Aérea dos EUA perto do Irã, enviando assim uma "mensagem clara ao regime iraniano de que qualquer ataque contra os interesses dos EUA e seus aliados será recebido com uma força implacável".

Jim Malloy também destacou que Washington não está "buscando uma guerra" com o Irã, mas está totalmente preparado "para responder a qualquer ataque", seja do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) ou das forças iranianas regulares.

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, afirmou por sua vez que os membros da administração de Trump, incluindo Bolton, estavam arrastando Washington para um conflito com Teerã.

Além disso, o ministro disse que se os Estados Unidos quiserem entrar no estreito de Ormuz, eles irão ter que falar com as forças da Guarda Revolucionária iraniana que o estão protegendo.

No mês passado, os EUA classificaram o CGRI como uma organização terrorista.

Em resposta a esta medida dos EUA, o Irã definiu o Comando Central dos EUA e as suas forças posicionadas no Oriente Médio e na Ásia como organização terrorista.

Em abril, o governo iraniano ameaçou por várias vezes fechar o estreito de Ormuz se os EUA tentarem impedir as exportações do petróleo iranianas.

11:02 11.05.2019(atualizado 11:09 11.05.2019) Sputnik

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