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Ministro alemão cobra pressão da China para fazê-la dialogar sobre desarmamento nuclear

Pequineses posam para fotos em frente a um dos primeiros mísseis nucleares da China, o Dong Feng 1, em visita ao Museu Militar Que mostra as conquistas e armas militares do país.
© AFP 2018 / Stephen SHAVER

O principal diplomata alemão, Heiko Maas, analisou as novas ameaças à paz com a retirada dos EUA em uma entrevista ao Tagesspiegel am Sonntag. Ele culpou a relutância de Pequim em participar de acordos internacionais sobre o assunto como um dos fatores que causaram o fiasco do Tratado INF.

De acordo com o chefe do Ministério de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, a recusa da China em negociar as limitações dos mísseis nucleares de médio alcance foi “uma das razões pelas quais os EUA e a Rússia não mais querem se comprometer unilateralmente com o Tratado sobre as Forças Nucleares de Faixa Intermediária (INF)”.

“A China tem essa liberdade [de produzir mísseis do tipo], e outras também estão se armando: Coreia do Norte, Paquistão, Índia, por exemplo. Se Pequim se recusar a aceitar o controle, isso não precisa ser o fim da discussão. A China pertence à mesa de discussão. Temos que aumentar a pressão lá”, disse ele.

Maas sugeriu que o Ocidente precisa se certificar de que “o assunto volte à agenda política”.

“Nas décadas desde o fim da Guerra Fria, não havia muita necessidade de falar sobre isso. Mas nós temos que liderar o debate porque há cenários claros de ameaças. Nossa posição é que o armamento geral não deve ser o resultado da nova competição das grandes potências”, disse ele, expondo sua opinião sobre o assunto.

Em entrevista ao Focus no início deste mês, a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, disse que os mísseis de médio alcance da China podem chegar à Rússia, sugerindo que Moscou pode ter interesse em incluir Pequim em "algum tipo de tratado de desarmamento".

Outras autoridades alemãs já expressaram suas preocupações sobre o colapso do Tratado INF. O ministro da Economia e Energia, Peter Altmaier, por exemplo, não descarta uma nova corrida armamentista entre os EUA e a Rússia.

Os Estados Unidos formalmente suspenderam suas obrigações com o Tratado INF no último dia 2 de fevereiro e desencadearam o processo de retirada de seis meses, alegando violação do acordo por parte de Moscou. O texto proíbe todos os mísseis lançados no solo, convencionais ou nucleares, com faixas de 310 a 3.400 milhas (498 a 5471 quilômetros).

Apenas um mês depois, em 4 de março, o presidente russo Vladimir Putin assinou um decreto suspendendo as obrigações da Rússia com o Tratado INF, condicionando o cumprimento do lado russo ao retorno dos Estados Unidos às regras do acordo. O decreto de Putin entrou em vigor no dia em que foi assinado.

Putin disse que Moscou não quer uma dispendiosa corrida armamentista, mas descartou qualquer nova negociação sobre o controle de armas, afirmando que todas as propostas anteriores permaneceram sobre a mesa.

13:10 10.03.2019(atualizado 13:14 10.03.2019) Fonte Sputnik

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