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Marinha dos EUA quer criar 'frota fantasma' de navios drones

Drone Sea Hunter
CC BY 2.0 / Escritório de Pesquisa Naval da Marinha dos EUA

Os drones podem servir como proteção para grupos de ataque de porta-aviões ou como navios ofensivos, afirmam responsáveis oficiais da Marinha americana.

A Marinha dos EUA planeja comprar dez navios de guerra que operarão em mar aberto sem marinheiros, informou o portal Popular Mechanics.

Segundo o portal, não se trata de pequenos drones; trata-se de embarcações do tamanho de corvetas projetadas para transportar sensores e armas.

De acordo com a USNI News, os navios drones, que a Marinha já chamou de Ghost Fleet (Frota Fantasma), poderiam ser usados como vanguarda de grupos de ataque de porta-aviões.

Devido à curvatura da Terra, os navios de guerra têm dificuldade em detectar mísseis de cruzeiro de baixa atitude que podem ter um alcance de mais de 160 milhas. Enviando uma flotilha de drones à frente dos navios tripulados, é possível aumentar significativamente a proteção de um grupo de ataque, disseram representantes da Marinha americana.

Os drones acabarão sendo equipados com silos de lançamento verticais, capazes de transportar mísseis de defesa antiaérea, bem como mísseis de cruzeiro ofensivos ou armas antinavio, informou o Popular Mechanics. Levando em conta que estes navios não terão marinheiros, o comando não hesitará em enviá-los em missões demasiado perigosas para um navio tripulado regular.

Até agora, a Marinha dos EUA planeja canalizar 400 milhões de dólares do seu orçamento para a compra de dois navios drones de classe corveta, revela o relatório, acrescentando que atualmente a frota dos EUA não tem navios de classe corveta. A decisão vem após a viagem bem-sucedida do drone Sea Hunter da costa oeste dos EUA até o Havaí. O Sea Hunter era um navio muito menor que os drones em questão, com apenas 60 metros de comprimento e pesando 140 toneladas.



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